sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Tempo, Clima e seus Fatores Climáticos

O tempo é como está naquele momento, quando em determinada hora do dia dizemos que está úmido e escuro, por exemplo. Ele pode mudar de uma hora pra outra. Em uma região onde o sol está forte, pode em questão de minutos ter o céu coberto por nuvens que inibem o calor do sol e trazem um clima agradável. Isso é possível graças às massas de ar que se deslocam e flutuam pela troposfera, influenciando o tempo de diversos locais do planeta.
Já o clima é especifico de um lugar, sendo definido pela sua configuração observada em 30 anos. Isso depende das condições físicas ou geográficas e outros fatores climáticos como a latitude que refere-se à distância de um determinado ponto na Terra ao Equador, sendo que quanto mais distante menor a temperatura, devido a menor incidência de raios solares.A Altitude também é significativa para a determinação do clima. Quanto maior a altura em referência ao nível do mar, menor a temperatura. Isso ocorre devido a uma menor concentração de gases e de umidade, o que leva a uma menor retenção de calor pela absorção dos gases na atmosfera. A topografia pode facilitar ou dificultar a circulação de algumas massas de ar influenciando assim na temperatura. No Brasil, por exemplo, as serras no Centro-Sul do país formam uma “passagem” que facilita a circulação da massa polar atlântica e dificulta a massa tropical atlântica.
As massas de ar são grandes blocos de ar que se deslocam pela superfície terrestre. Podem ser polares, tropicais ou equatoriais, apresentando características particulares da região em que se originaram, como temperatura, pressão e umidade. O encontro de duas massas, geralmente uma fria e outra quente, é denominada de frente. Quando elas se encontram ocorrem chuvas e o tempo muda.
A distribuição das massas liquidas (oceanos) e sólidas (continente) exerce influência acentuada sobre a temperatura. A razão fundamental é que o comportamento térmico das rochas se diferencia do comportamento da água. As águas demoram mais a se aquecer, mas conservam por mais tempo o calor. Os continentes se aquecem e se resfriam mais rapidamente do que nos oceanos. Em decorrência disso as variações de temperatura nos oceanos são menos acentuadas que nos continentes.
Além disso quanto mais distante da área continental estiver o oceano (ou de sua influência), maiores serão as oscilações térmicas, o que recebe o nome de continentalidade térmica. O caso do Deserto do Saara é um bom exemplo. Nessa área de mais ou menos 7 milhões de km quadrados, as amplitudes térmicas ( diferenças entre temperatura máxima e mínima) são muito acentuadas, podendo oscilar entre 40°C e 50°C durante o dia e 5°C ou menos à noite. Outro exemplo seria o caso dos dois hemisférios: como o hemisfério norte possui área continental muito maior do que a do hemisfério sul, seus verões são mais quentes e os invernos mais frios do que os do outro hemisfério.
As correntes marítimas também influenciam no clima. Elas são grandes porções de água que se deslocam pelos oceanos, apresentando temperatura, salinidade, pressão e velocidade próprias. Resultam de diversos fatores, como ventos, movimentação de rotação da terra, diferenças de salinidade e temperatura das águas e conformação das bacias oceânicas. As principais são a corrente de Humboldt, a de Bengela e a do Golfo. Outro fator climático é a vegetação que emite determinadas quantias de vapor de água, influenciando o ciclo hidrológico de uma região.

Bibiana

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Elementos do Clima

Umidade
Corresponde à quantidade de vapor de água que encontramos na atmosfera. A umidade é relativa ao ponto de saturação de vapor de água na atmosfera, que é de 4%. Quando a atmosfera atinge essa porcentagem, ou se satura de vapor, ocorre as chuvas. Muitas vezes escutamos no jornal falarem que a umidade relativa do ar é, por exemplo, de 60%. Isto quer dizer que estamos a 60% da capacidade máxima de retenção de vapor de água na atmosfera. Quando está chovendo, a umidade relativa do ar está em 100%, ou 4% em termos absolutos. Portanto, quando a umidade relativa do ar está por volta de 60%, está em 2,4% de vapor em termos absolutos. Mas para que chova é preciso que a água se condense, ou seja, passe do estado gasoso ao líquido, além de o vapor ter de atingir o ponto de saturação. O ponto de saturação varia de acordo com a temperatura. Uma maior temperatura, maior o ponto de saturação, uma menor temperatura, menor o ponto de saturação. As nuvens são constituídas por de água, ou cristais de gelo. Nuvem é o vapor d’ água condensado.

Pressão Atmosférica

É a força causada pelo ar sobre a superfície terrestre. Ela depende da latitude, altitude e temperatura. Quanto maior a altitude, menor a pressão e vice-versa. Quanto menor a latitude, menor a pressão. Nas regiões mais quentes, região equatorial, o ar se dilata ficando leve, por isso tem uma baixa pressão. Próximo aos pólos, o frio contrai o ar, deixando mais denso, tendo uma maior pressão. Vimos então que a temperatura também tem forte influência na modificação da pressão atmosférica. Isto porque o ar quente é leve, ou seja, sobe e como consequência diminui a pressão. E em regiões de baixa temperatura há maior pressão, visto que o ar frio tende a descer. O movimento do ar decorre da diferença de pressão. Ele se movimenta das altas para as área de baixa pressão. Esse movimento do ar chamamos de vento.


Radiação solar
É a designação dada à energia radiante emitida pelo Sol, em particular aquela que é transmitida sob a forma de radiação electromagnética. Cerca de metade desta energia é emitida como luz visível na parte de frequência mais alta do espectro electromagnético e o restante na do infravermelho próximo e como radiação ultravioleta. A radiação solar fornece anualmente para a atmosfera terrestre 1,5 x 1018 kWh de energia, a qual, para além de suportar a vasta maioria das cadeias tróficas, sendo assim o verdadeiro sustentáculo da vida na Terra, é a principal responsável pela dinâmica da atmosfera terrestre e pelas características climáticas do planeta.






Postado por Caroline

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Tipologia dos Elemntos Climáticos

Organizando a tipologia dos elementos climáticos, podemos falar das nuvens, chuvas e ventos. As nuvens e chuvas podem ser conceituadas quando falamos do ciclo hidrológico, que significa a evaporação da água até certo ponto do céu onde é condensada formando as nuvens que logo depois irão voltar a superfície como chuva. Os ventos são o deslocamento de massa de ar. O que vamos ver agora são os tipos de nuvens, chuvas e ventos, não tão aprofundados.

Tipos de chuvas:


Chuvas frontais são resultados do encontro de uma frente fria e seca com outra quente e úmida. Normalmente se formam nas latitudes médias, como as de inverno no Brasil.
A chuva não é tão intensa, mas é muito duradoura.

Chuvas de convecção ou chuvas de verão como chamamos no sul do Brasil são resultado da ascenção vertical do ar, que, ao entrarem em contato com as camadas de ar frio, sofrem condensação e se precipitam. Normalmente são muito fortes, porém rápidas acompanhadas de trovões e algumas vezes de granizo.


Chuvas orográficas são também chamadas de chuvas de serra e ocorrem quando os ventos úmidos se elevam e se resfriam pelo encontro de uma barreira montanhosas, como é normal nas encostas voltadas para o mar.



Nuvens:

Os quatro tipos de nuvens comuns são cirros, cúmulos, estratos e nimbos.

Cirros:

Estas são nuvens se formam a 8 quilometro de altitude, em que a temperatura ambiente é de 0 °C. Por esse fato sao constituidas de cristaizinhos de gelo e devido a ação dos ventos ficam como novelos muito finos de cabelo branco.


Cúmulos:


Associados aos nimbos podem ocasionar temporais e chuvas de granizo, são encontradas de 2 a 6 quilômetros de altitude. Quando crescem verticalmente em pilha até grandes altitudes assinalam trovoadas e tempestades.

Estratos:
Situam-se entre 500 e mil metros de altitude e tem a forma de camadas horizontais.
Nimbos:
Provocam chuvas, são escuras e as mais baixas.
O vento pode ser considerado como o ar em movimento. Resulta do deslocamento de massas de ar, derivado dos efeitos das diferenças de pressão atmosférica entre duas regiões distintas e é influenciado por efeitos locais como a orografia e a rugosidade do solo.


Essas diferenças de pressão têm uma origem térmica, estando diretamente relacionadas à radiação solar e os processos de aquecimento das massas de ar. Formam-se a partir de influências naturais: continentalidade, maritimidade, latitude, altitude e amplitude térmica.

Principais ventos

• Jet Stream ou Corrente do Jato

• Alíseos

• Ventos de Oeste

• Ciclones

• Anti-ciclones

• Brisa

• Monção





Eduardo Rocha